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Friday, November 9, 2012

Rodando por MI!

Hace unos anos un amigo me enseno un mini documental de Al filo de Imposible en el que salían unos eco-mensajeros rodando por el Madrid de los 90 entre coches, autobuses y la estupefacción de los peatones al ver unos tipos que pedaleaban para moverse en la ciudad, el documental se llama "Rodando por ti". Lo recomiendo a todos los apasionados por las bicicletas ya que os va a dar ganas de salir a rodar.

Cada día que salgo para ir al trabajo o cuando voy a dar solo un paseo sea a donde sea lo siento, estoy rodando por mi, no me cuesta pedalear porque ya es un habito, disfruto respetando el espacio publico y no echando humo por el tubo de escape, hago zig zag entre cientos de coches y llego primero al siguiente semáforo, cuando me cierran los grandes rinocerontes bajo una marcha y subo por la acera si no molesto a ningún peatón pues es el único al que quiero en mi ciudad, no me detengo porque siempre hay alternativa y la adrenalina que produce rodar contra viento y marea invade mi interior de la cabeza a las ruedas, no tengo que repostar nunca solo llevarme un bocata y tampoco pago por el parking, se puede pedir más?

Pocas sensaciones igualan a rodar en bicicleta por una ciudad, cuando me cruzo con otro rider urbano el saludo es fundamental y un insignificante gesto aumenta mi seguridad para continuar con esta grande aventura, me despido con una frase muy buena de un tipo muy grande llamado Tesla:

Que el futuro diga cual es la verdad y evalúe a cada uno, el presente es de ellos, el futuro que es por lo que de verdad trabajo es mió.
https://www.youtube.com/watch?v=-uyA6vL3VJ0  documental

Tuesday, August 7, 2012

SIM!


Quem diz que não mudamos? Quem diz que não conseguimos? Quem diz que ainda não?

Nã há ninguém que possa parar isto porque é tão saudável como respirar ar puro!

Podes começar a andar de bicicleta por 10 ou 20 euros e se não tens dinheiro, às vezes podes mesmo pedalar gratuitamente, só tens que procurar numa sucata e trocar a tua força de trabalho por uma bicicleta, ela estará cheinha de vontade de rolar por avenidas grandes ou ruas de bairro mais estreitas ¡ Depois começa a pedalar, o que não é difícil, acredita em ti. E quando passares por uma bomba de gasolina, sentir-te-ás mais livre porque não podem controlar a tua vida, o petróleo pode subir ou baixar, mas tu moves-te com a tua energia e notas que o coração está feliz sem precisar de nada mais.

Aproveitamos para informar que a Cicloficina da Escola da Fontinha não morreu. O seu objetivo é reparar, limpar e afinar as vossas bikes. Os preços dependem do trabalho, mas garante-se um low-cost e, além disso, ensinam-te a tratares tu próprio da tua bicicleta.

Monday, July 9, 2012

Convite - Plenário "Mobilidade Urbana Sustentável"


O objectivo será, reunindo esforços, reflectir e agir de modo a promover aquilo que todos já vamos fazendo, promover o uso de meios activos de mobilidade, em particular da bicicleta. Contudo, desta vez pretende-se juntar pessoas ligadas a áreas diversas, como a arquitectura, o urbanismo, a saúde, a educação, o desenvolvimento e a cooperação, entre outros.

http://spinlogic.porto.ucp.pt/economiasocial/

Sejam bem-vindos.


Monday, May 21, 2012

A cidade das bicicletas

O que é que acontece quando uma cidade empobrecida recebe milhares de bicicletas?
The Bicycle City  é uma história de luta, determinação, idealismo e esperança que levou à transformação de uma cidade na Nicarágua. Nos últimos 20 anos, 20mil bicicletas foram levadas para Rivas por uma organização Não Governamental Pedals for Progress, que recolhe bicicletas doadas nos US e as distribuiu por comunidades empobrecidas pelo mundo.
Uma bicicleta significa um meio de transporte livre de emissões carbónicas, barato, versátil, porque permite percorrer quase todo o tipo de solos, exercício físico e maior consciência da realidade circundante. Não só leva a pessoa onde deseja, seja à escola, ao trabalho, ao gabinete ou ao parque, como ajuda a pessoa a realizar o poder interno que tem para concretizar os seus sonhos.
Acreditamos que não foi somente a bicicleta que mudou a vida destas pessoas, mas ela terá ajudado a captar a energia criativa que pôs em curso o seu processo de transformação e desenvolvimento. 

Monday, May 7, 2012

Um ponto para todo o Mundo - 350


O dia acordou solarengo, contrariamente às expectativas. A Casa da Música foi o ponto de encontro de ciclistas, caminhantes e corredores. Pelo meio, bandeirolas e cartazes transportados por bicicletas alertavam para as consequências das alterações climáticas, sobretudo as secas e os incêndios, fenómenos mais sentidos em Portugal. Antes de o grupo se por a caminho, foi visualizada uma apresentação, muito ilustrativa do tema, que foi explicada por um membro da organização.

Uma avó e neta caminharam a pé para o ponto de encontro, entretanto os dois corredores também já se tinham feito à estrada e os ciclistas seguiram em ritmo de passeio pela Av. da Boavista, fazendo paragens no Parque da Cidade e no Castelo do Queijo, onde houve oportunidade de conversar com alguns transeuntes. O grupo era pequeno, mas rico em termos de diversidade, pois havia crianças, jovens estudantes, jovens no ativo, adultos em família e séniores.

A banda sonora do passeio podia muito bem ter sido “What a wonderful world”, porque o trajeto junto ao mar e ao rio foi deveras inspirador, alimentando mais a vontade de respeitar a natureza e os seus ritmos. As conversas giraram à volta das bicicletas e das preocupações ambientais, com muita partilha de vida pelo meio.

O ponto de chegada fervilhava de gente, desde turistas a locais, que aproveitavam o dia de sol. Antes de o grupo fazer o ponto humano que carateriza os eventos 350, houve uma leitura expressiva de poemas que inspiravam à união entre os povos para salvaguardar a herança comum de todos os homens: este planeta que nos foi emprestado!

O mote foi lançado: baixar as emissões de CO2 para os 350ppm! Não se pode cruzar os braços, é preciso agora trabalhar para atingir esta meta!

Saturday, April 28, 2012

350

O movimento 350 (http://www.350.org/pt) pretende alertar para as alterações climáticas. Para isso, lança o desafio de as comunidades se unirem, ligando-se entre si, de modo a criar um impacto positivo na opinião pública.
O nome do movimento remete para 350 partes por milhão de CO2. Se não conseguirmos ficar abaixo desse número, dizem os cientistas, os danos causados pelo aquecimento global que são já visíveis vão continuar e acelerar. Mas 350 é mais que um número – é um símbolo da meta para onde precisamos nos dirigir enquanto planeta.
 
Deixamos aqui alguns dados para refletirmos:
- se continuarmos com a mesma pegada ecológica (www.pegadaecologica.org.br), em 2030 precisaremos de 2 planetas Terra; 
- segundo um indicador produzido pela organização não-governamental Social Watch, existe uma profunda assimetria entre os níveis de bem-estar básicos dos países do hemisfério norte e sul; 
- por dia, 30 pessoas são consideradas falidas em Portugal.
Estes factos parecem desligados uns dos outros, mas a verdade é que precisamos de mudar a forma como olhamos o mundo, a sociedade e cada homem. As pessoas não são números e a natureza não está ao nosso serviço, só nos foi emprestada. Temos de consumir menos e com mais responsabilidade, utilizar energias limpas, reutilizar o que for possível e reciclar sempre.
Age hoje, o futuro é nosso!

Saturday, April 21, 2012

Bendita crise! Rumo ao 350...

No início do ano, um amigo russo a viver no Cazaquistão, cuja economia tem crescido muito graças ao petróleo, perguntou-me se estava tudo bem comigo e com a minha família, já que tinha ouvido falar de uma crise em Portugal e na Europa e receava o que isso pudesse implicar (como revoluções sociais e dificuldades financeiras). Disse-lhe que tinha ouvido corretamente. Contudo, a crise que lhe chegou através dos jornais, tratava-se de uma crise económica fruto de gestões financeiras narcísicas e megalómanas de banqueiros e governos, alastrando-se a todos os níveis sociais, com pedidos de empréstimos para tudo… para ir de férias ou para comprar algum eletrodoméstico. Naturalmente, chegou-se ao ponto em que não mais havia dinheiro para pagar os empréstimos contraídos, numa sucessão de cartas a caírem desde o topo até à base e da base até ao topo.
Há, então, muita conversa à volta da crise, quase todos estão muito preocupados com os cortes e a falta de subsídios. Claro que há claros motivos de preocupação, contudo é tempo de oportunidade para uma transformação social, acertar com o essencial e retomar o sentido que nos leva a realizar mais vida e maior felicidade. Como sociedade temos estado a trilhar um caminho sem sentido de consumismo desenfreado, poluição, exploração da natureza, muitos têm vivido orientados sufocadamente para o trabalho e o dinheiro, de depressões, individualismo, de menos contactos humanos diretos e pessoais, menos lazer, menos qualidade e menos realização e por aí fora. Por isso, penso que as crises são sempre boas para desenvolver, repensar e recriar as prioridades da pessoa, da família e da sociedade e reinventar novos modos de respeitar e cooperar com a natureza, os seres humanos e conectar com a Transcendência, o Universo, Deus, a Mente Cósmica, como lhe queiram chamar.
Uma prioridade é marcada pelo número 350! Este é o nível máximo de segurança apontado pelos cientistas para o nível de CO2 atmosférico, ou seja, 350 partes por milhão de CO2 na atmosfera. Partimos atualmente de cerca de 390 ppm (in www.350.org), valor que causa problemas diretos na saúde humana, no aquecimento global, no desgelo dos glaciares, na subida das águas e na maior probabilidade de catástrofes naturais. Trata-se pois de evitar a completa catástrofe.
O cientista da NASA, Jim Hansen, e outros cientistas reconhecidos, sugerem objetivos concretos:
1. parar de queimar carvão altamente poluente o mais depressa possível;
2. reduzir a desflorestação e melhorar a conservação do solo, bem como deixar de poluir os oceanos para permitir que os chamados “sumidouros”, sistemas naturais que absorvem o CO2, possam restabelecer-se;
3. reduzir drasticamente o uso de todos os outros tipos de combustíveis fósseis, como o petróleo, areias asfálticas e gás natural.
Isto leva-nos à equação simplificada:
Energias Renováveis + Proteção das Florestas + Transportes Ecológicos + Melhor Eficiência = + Vida

Alguns dirão que os maiores efeitos de mudança estão nas mãos de estruturas governamentais, que redigem e implementam as políticas do topo para a base, mas a consciência e o exemplo verdadeiros têm outros meios de ação: começam numa pessoa que partilha com a vizinha do lado, alastrando e conquistando mais e mais pessoas até que pelo caminho ou em última instância quem faz as leis e as políticas tome consciência de que uma nova realidade é possível.  
Façamos todos, nós começámos no nosso “quintal” aqui ao lado ;)


Tuesday, April 17, 2012

Dançar aos 85









Dizem que crise significa oportunidade!

Muitas vezes, na nossa vida somos confrontados com situações difíceis que nos põem à prova, parecem-nos muito difíceis de ultrapassar, mas quando conseguimos nesses momentos agir com discernimento, refletir acerca dos nossos comportamentos e tentar mudar, mais tarde percebemos que essa crise nos ajudou a crescer e a melhorar!
                        
Ora, este período que vivemos, em que tudo parece tao difícil e até impossível de resolver, não será uma ótima oportunidade para repensarmos o caminho que, como pais, comunidade, ou até individualmente, levamos e aproveitar o mote para mudarmos e quem sabe mudar para um caminho mais sustentável e mais próspero?

Hoje, encontrei uma senhora de 85 anos que me contou que faz voluntariado, ajuda a preparar sacos com alimentos para as famílias mais necessitadas, disse-me também que pratica dança de salão. Eu fiquei admirada e ela explicou-me: “tento por tudo manter a alegria de viver”!

Fez-me pensar. Ora, não deveria ser esse o objetivo de todos nós? Mantermos a chama ativa? Não nos resignarmos ao fatalismo de que tudo está fora de nós e começarmos a procurar as soluções dentro de nós!

Olhar mais para os outros, dançar! Olhar mais para o verde que brota das árvores à nossa volta e olhar mais para a nossa terra mãe, afinal esta nunca nos falha quando tudo parece à volta parece ruir...

Já experimentaram deitar umas sementes à terra e ver o que acontece?


Texto: Fátima Costa

Imagem: http://oplanetaquetemos.blogspot.pt/